Campos do Jordão já nasceu com vocação para o turismo desde a construção da estrada de ferro no começo do século passado. Com um clima que era considerado na época o melhor do mundo, o tratamento de doenças respiratórias foi um sucesso, seguido pelo turismo que, desde então, não parou de crescer. Surgia Vila Jaguaribe, seguida pela Vila Abernéssia, e pela Vila Capivari, que nasceu com estilo próprio ao turismo.
Durante o período do “Ciclo da Cura” outro público descobriu Campos do Jordão: a aristocracia paulistana, que passou a construir suas casas em Capivari, para tratar dos familiares doentes. O local logo se firmou como um reduto da alta sociedade e passou de geração a geração o requinte e o bom gosto.
Uma revolução se iniciou no bairro em meados da década de 1980, com o início da construção do Boulevard Geneve, que redesenhou a imagem da Vila Capivari transformando o ponto no centro das atenções da mídia e dos turistas.
Com tantas mudanças acontecendo na cidade, José Vasconcelos Rosa, mais conhecido como Vasco, teve a idéia de investir em um segundo restaurante. O local mais provável para isto seria a Avenida Macedo Soares, até então muito freqüentada pelos turistas, mas ao visitar a obra do shopping foi amor à primeira vista. A construção em estilo Enchaimel – casas em que a estrutura é de madeira preenchida com tijolos – contribuiu com a idéia de se montar uma choperia e restaurante tipicamente alemão.
Um fato curioso e inusitado marcou a a inauguração da choperia. A entrega da obra atrasou e a expectativa das pessoas que passavam pelo local foi aumentando. Todos os dias um senhor alemão passava pela frente do Baden Baden, questionava quando seria inaugurado e falava sobre a sua vontade de deliciar um saboroso salsichão com um chope gelado. Isso se repetiu diversas vezes até que, finalmente, numa sexta-feira de carnaval do ano de 1985, aquele senhor pôde “saborear o seu salsichão”. O que não se esperava é que o salsichão servido explodiria. O que ocorreu foi que o chefe de cozinha, José do Juca, ainda estava a caminho quando serviram o primeiro salsichão preparado pelo “cozinheiro pizzaiolo” Ademir que, ao invés de servir um salsichão, serviu um patê de fígado que, ao ser exaustivamente fervido, explodiu quando cortado pelo querido e paciente 1° cliente Baden Baden.
Ao longo desses 25 anos, da grande agitação durante as temporadas e finais de semana, o Baden também tem os seus momentos de sossego e de encontro de diversas gerações. Há os que vão à choperia durante a manhã para a leitura do jornal, à tarde para um happy hour e, durante a noite, atrás de descontração. Nesse período, o bar já foi procurado em diversos momentos e foi cenário de comemorações, de encontros e de desencontros e também de momentos de solidão.
Contador de histórias
Outra história marcante , é o caso de Roberto Lando, cliente cativo da mesa 24, aquela que fica em baixo da torre. Sua relação com Campos do Jordão já soma quase 30 anos. Quem o apresentou a cidade foi a esposa, Valéria Lando, que a frequenta desde criança com seus pais. Roberto costumava comprar flores para a amada na floricultura que existia onde hoje é a Choperia. Com o início da construção do prédio o gaúcho, que nasceu ao lado da cervejaria Serra Malte, aguardava ancioso a inauguração da casa alemã. E desde a inauguração se tornou cliente assíduo e mais precisamente da mesa 24.
Roberto tem tantas histórias para contar sobre sua fidelidade ao Baden que nasceu o livro “Almanaque Baden Baden, histórias e lorotas, chopes e salsichas na mesa 24”, no qual descreve momentos felizes e infelizes, coisas que ele ouviu ao longo de muitos anos sentado na mesa 24. Clique aqui e leia na integra o "Almanaque Baden Baden".
Consolidação de um sonho
Talves uma das maiores dificuldades enfrentadas foi conseguir uma marca de chope parceira. Por ser uma casa pequena e de difícil acesso, a maioria das marcas tinha problemas com abastecimento em Campos. O Baden Baden começou servindo Kaiser, depois Brahma e nos últimos anos serviu Antárctica, mas a insatisfação com relação ao sabor do chope, que apresentava gosto característico de azedo por causa da dificuldade na manutenção da chopeira, fez com que amadurecesse a idéia de abrir uma cervejaria própria e servir um produto personalizado.
Com um produto tão nobre, produzido com tamanha excelência, a Choperia recebe pessoas que saem de São Paulo ou de cidades vizinhas apenas para tomar um chope, mas os campeões de quilometragem são um grupo de motoqueiros, proprietários de Harley Davidson, que saíram de Belém do Pará com o objetivo final de tomar um chope no Baden.
Missão:
Proporcionar aos nossos clientes o prazer da gastronomia de qualidade, em um ambiente agradável, com um atendimento eficiente e descontraído, a um preço justo.
Visão:
Ser reconhecida como referência na excelência do atendimento ao cliente e qualidade de seus serviços, buscando a longevidade do sucesso.